A Ferrovia de Bitola Padrão Mombaça-Nairobi (SGR) assinala nove anos desde a sua entrada em serviço

fonte:CCCCtempo:2026-06-03

Passados nove anos desde a sua entrada em serviço, a linha SGR Mombaça-Nairobi tornou-se uma importante artéria de transporte para impulsionar o crescimento económico do Quénia e a conectividade regional na África Oriental.

Passados nove anos desde a sua entrada em serviço, a linha SGR Mombaça-Nairobi tornou-se uma importante artéria de transporte para impulsionar o crescimento económico do Quénia e a conectividade regional na África Oriental. A ferrovia melhorou significativamente o sistema de transportes do Quénia, reduziu substancialmente os custos logísticos e aumentou a eficiência do transporte, facilitando de forma eficaz os fluxos económicos e comerciais no país e na região da África Oriental. Também deu um forte impulso ao comércio de importação e exportação, ao desenvolvimento industrial e à criação de emprego local. Até 30 de abril de 2026, a ferrovia acumulava mais de 18 milhões de passageiros transportados e mais de 48 milhões de toneladas de carga movimentadas.

Ferrovia de Bitola Padrão Mombaça-Nairobi (SGR)

Em março deste ano, foi iniciada a construção da Fase II da Ferrovia de Bitola Padrão Nairobi-Malaba, extensão estratégica para oeste da Ferrovia de Bitola Padrão Mombaça-Nairobi (SGR). Este troço parte de Naivasha, segue até Kisumu e liga-se à zona portuária do Lago Vitória, sendo considerado um projeto-chave para reforçar a espinha dorsal da rede ferroviária da África Oriental e promover a conectividade regional.

Nesse contexto, Song Hailiang, presidente do Conselho de Administração da CCCC, afirmou em entrevista à Xinhua Finance que, após a conclusão da Fase II da Ferrovia de Bitola Padrão Nairobi-Malaba, o projeto irá aperfeiçoar ainda mais o sistema nacional de transportes queniano. A obra aumentará a eficiência do transporte entre o Porto de Mombaça e as regiões do interior, impulsionará o desenvolvimento das cidades ao longo da linha e promoverá a prosperidade do comércio, do turismo, da logística e de outros setores.

Song sublinhou que, mais importante ainda, a ferrovia será no futuro prolongada até Malaba e ligada à rede ferroviária regional da África Oriental, consolidando ainda mais o papel do Quénia como porta de entrada da África Oriental e centro logístico, bem como reforçando as ligações com países sem litoral, como o Uganda.

Segundo Song, a Fase II da Ferrovia de Bitola Padrão Nairobi-Malaba não representa apenas a continuidade da obra, mas também uma atualização abrangente das capacidades e do modelo de desenvolvimento. Na fase de planeamento e execução, o projeto dá maior atenção à coordenação entre a construção ferroviária, o planeamento industrial das zonas ao longo da linha, o desenvolvimento urbano e a utilização de energia limpa, de modo a elevar os seus benefícios integrados. No plano técnico, recorrer-se-á de forma mais ampla a ferramentas digitais e inteligentes, incluindo a tecnologia BIM e sistemas inteligentes de gestão de estaleiros, para aumentar a eficiência da construção e a qualidade da obra. Durante a construção, será reforçada a cooperação com universidades e instituições de formação profissional locais do Quénia, a fim de formar mais trabalhadores técnicos e gestores locais. Até ao final de 2025, já tinham sido transferidos 1 919 profissionais para a Kenya Railways Corporation.

Além disso, a Kenya Railways Corporation enviou uma carta de agradecimento à Afristar, empresa operadora da Ferrovia de Bitola Padrão Mombaça-Nairobi (SGR), em reconhecimento do profissionalismo, da eficiência e da elevada qualidade dos serviços de operação ferroviária prestados pela Afristar ao longo de nove anos.

editor: CRBC, Xinhua